Branding
Reflexões sobre marca, estética e cuidado
Muito se fala sobre branding, um tal de branding pra cá e um tal branding pra lá, mas muitas pessoas que estão com esse discurso, da importância desse nome todo pomposo, pouco sabem a verdadeira necessidade da gestão de uma marca, seja ela pessoal ou profissional.
Grande parte das empresas procuram em uma agência a solução da vida em sair com um brandbook pronto debaixo do braço e estará com todos os desafios estratégicos solucionados e é apenas sentar e esperar a magia acontecer. Nesse momento é onde a frustração acontece e a magia se acaba. Afinal quem vai gerir essa marca? O que está escrito aqui serve para que?
Voltando 3 casas no jogo das marcas, o desenvolvimento do branding só faz sentido se a base da marca, que pode ser um dono, sócio, diretores ou CEO, carregar uma vontade genuína de transformação, para além da campanha, slogan ou roupagem nova de loja.
Por que essa vontade tem que ser verdadeira para além do romantismo de fazer a diferença no mundo, mas sim porque os clientes foram embora (talvez porque quisessem marcas e produtos que queiram fazer a diferença no mundo), por que ?
Porque tudo que você fala, que acredita, que vai fazer, que é sua missão, propósito de existência, tem que ser coerente com o cuidado que você tem com seus colaboradores, conexões, parceiros e não apenas a forma que você desenvolve produtos para o mundo. Não estamos falando apenas de sustentabilidade, já que esse tema sofreu tantas distorções e ao mesmo tempo entendemos que esse é um pilar básico de qualquer empresa de 2022. Usar o termo sustentabilidade hoje como um ativo de valorização de marca é a mesma coisa que falar que uma pessoa é educada, já que todos deveríamos ser. Mas o termo pode ser transportado para outras esferas, com bem-estar, regeneração, entre outros.
Conheci lugares extremamente éticos para com a construção de seus produtos, porém extremamente tóxicos para seus colaboradores. Super premium na compra de suas matérias-primas, mas sem coleta seletiva de lixo. O que eu quero dizer com tudo isso, é que branding é um negócio muito sério e entendo que seja pouco tangível no começo, mas os ganhos em reputação, turnover de contratações, desenvolvimento humano e valorização da empresa são grandiosos se existir um comprometimento real e oficial dos comandantes dessa embarcação.
Se olhar no espelho e entender suas fragilidades como pessoa ou marca pode ser difícil, mas saímos muito mais fortes e lúcidos. Brincamos que a jornada do branding é uma terapia empresarial, que reverbera no íntimo de cada pessoa impactada.
Por tudo isso, pensamos em três "mantras importantes" para esse ponta pé inicial:
SEJA HONESTO COM VOCÊ
Entenda seus desejos e limitações, eles que vão te guiar no seu dia a dia.
AMPLIE SEU CAMPO DE VISÃO
Entenda que a gestão da marca começa com seus fornecedores e colaboradores e termina em seus clientes e fãs
NEM SEMPRE IMAGEM É TUDO
A imagem te apoia em narrativas visuais e tem um papel de extrema importância nessa jornada, mas a fala, as conexões, produtos e atitudes precisam estar alinhadas nesse caminhar.
Luciana Campos
_fundadora Vamos!